Você me chamou pra ir na sua casa depois de todo aquele tempo e com vários conselhos daqui, eu decidi ir pra ver o que aconteceria, se iria ser uma merda como antes ou iria tudo voltar ao normal. Eu coloquei uma roupa que sempre uso, aquela calça de couro, a camisa regata, as botas pretas que eu tenho e o cinto, peguei o mp5 e fui. Quando cheguei na frente do seu prédio não lembrava o número do seu apartamento nem seu telefone, tanto tempo sem falar com você tem efeito valeu. Fiquei um tempo pensando e me lembrei, apartamento 3, apertei o interfone e foi sua irmãzinha que atendeu.
- Oi!
- Gigi? É o Vitinho.
- VIHHHHHH? GIUUUU O VIH CHEGOU
- Hey, abre a porta!
A menina mal deixou eu falar e saiu correndo me deixando lá na porta enquanto eu ria da felicidade dela. No fim você apareceu e abriu a porta pra mim, eu entrei e fui andando pelo corredor até chegar na sua porta. Avistei sua irmã de longe, correndo até mim como ela sempre vazia antigamente, eu me abaixei e carreguei ela, quando ela voltou pro chão pegou minha mão e me fez correr com ela. Cheguei na sua porta e você estava com roupa de bailarina, tenso. Me abraçou e disse: Quanto tempo, ein. Você disse isso olhando meu corpo inteiro com um riso de canto de rosto e eu só balancei a cabeça confirmando, abri a porta pra você e pra sua irmã, entrei por último e fechei. Sua mãe veio me cumprimentar, me abraçou por um tempo e como de costume falou do meu cabelo.
- Você deixou crescer mais ainda! Está mais claro! E você está mais bonito aiiiiiinda Vitinho!
- Obrigado! Hahaha, eu fiz mais coisas nele, não está tão claro assim agora.
- Estava com saudades, você sumiu!
Até que você me chamou pra ir pro quarto e fomos, não tinha visto seu pai na cozinha e passei reto por ele, no final fui saber que ele não me chamou pra falar um oi sendo que tinha me visto, mas foda-se então. Entrei no quarto e como de costume eu fui deitar na sua cama, que era um beliche, sua irmã dormia na parte de cima. Só que eu esqueci que eu não era mais baixinho e magrelo, bati a cabeça com tudo na madeira do beliche e tive que praticamente me deitar na cama pra caber lá, já você não, continuava com as perninhas cruzadas e confortável enquanto ria de mim dizendo que teria sérios problemas na coluna quando fosse levantar e você teria que chamar o bombeiro pra me tirar de lá. Enfim, ficamos só conversando lá, eu ouvindo música num fone, sua irmã encostada no meu braço mexendo no meu cinto e no zíper da calça, as vezes mexia nos pelos do meu braço e ficava puxando (A menina é pequena ok, só 10 anos) e você falando falando falando do meu lado. Nunca gostei muito dessas crianças que ficam agarrando, abraçando, apoiando em você, ficam mexendo no seu saco, não é legal, mas eu nem olhei pra menina e deixei ela lá. Você começou a me contar que tinha ido em uma festa com as amigas e o cara que você gostava tava lá, você tinha ido com uma bota enorme e de salto, eu já sabia onde essa história iria terminar e já estava começando a rir. No fim você diz que o salto estava machucando seus pés, tirou as botas pra não doer muito mais, até que o garoto, tal de Lucas, começa a vir até você pra te falar tchau, você desesperada começa a colocar a bota pra levantar e dar um beijo nele, com só uma das botas calçadas você se levanta e simplesmente, PISA NO SEU OUTRO PÉ. Você diz que começou a sangrar e que quase morreu, mas não podia gritar porque ele tava bem na sua cara, mas enquanto você me falava isso, você imitava a cara de dor, e eu já estava quase MIJANDO de rir, mal percebi onde minha mão estava porque tinha que segurar o...né, se não fode e o xixi sai Q. Eu estava quase perdendo o ar já de tanto que eu ria, então você continua contando, que depois que pois as botas, foi subir uma escada e tinha um ralo em frente e você, muito esperta, conseguiu enfiar o salto lá, quebrar ele e arrancar a grade do ralo, mas como se não bastasse você caiu de quatro na escada e fez uma cara de merda. Só lembro que eu quase mijei mesmo, chorei de rir e sua irmã ria da minha risada, e você ria da minha idiotice, passamos uns 40 minutos rindo só disso. Até que sua irmã do nada diz: Vamo brinca de boneca? Eu olho pra ela com uma cara de: Não, por favor, boneca não. Você responde pra brincarmos depois do jantar e eu concordo, enquanto isso eu começo a falar das minhas aventuras por aí e você pergunta: você não é mais virgem? Eu só rio e coloco a mão na cara, balanço a cabeça negando e você abre a boca e fica me olhando com cara de besta por um tempo. Começa a me perguntar disso e eu já pensando: ótimo, ela nunca mais vai parar de falar disso agora. Eu ria da sua curiosidade e você dizia: Porra eu ainda sou BV. Eu brinquei contigo: Quer que eu resolvo isso? Só lembro que fiz um bico e fui chegando perto e você me olhou com olhar de Paola e riu depois. Sua irmã ficava olhando pra mim de um jeito estranho, de 10 palavras que eu dizia, 9 eram palavrão ou putaria. Tentei evitar de falar essas coisas mas depois que percebi, já tinha falado muito mesmo então fui direto. Quando a pizza chegou, sentamos na mesa e comemos, sua mãe conversava comigo perguntando da família e eu respondia sempre num tom divertido, sei que ela riu muito, mas as vezes não prestava atenção porque queria ver a novela. Sua irmã gritava por nada e eu queria mandar ela calar a boca, odeio criança que fica gritando sem motivo. Começamos a conversar sobre medos, você com seu medo/pavor de borboletas é engraçado. Até que você começa: Vitinho, lembra daquele dia em que pegamos uns panos e fomos lá pro quintal, e aí....Eu continuei: Começamos a matar os siriris (Pra quem não sabe, aqueles bichinhos que ficam na luz quando está muito calor). Nós dois rimos e ficamos lembrando do escândalo que foi, grudaram vários no meu cabelo e eu ficava balançando a cabeça pra sair e você só ria. Quando eles perdem as asas viram cupins, e eles andam rápido, FOI TENSO. Eu te obriguei a tirar aquilo da minha cabeça e você tinha nojo porque voavam em você. Sei que passamos aquele dia inteiro matando aqueles bichos e quando acabou, queríamos mais! Dois retardados. Acabamos o jantar e fomos pro quarto dos seus pais. Você me pediu pra brincar de boneca e eu dizia não, você quase implorou e eu concordei, mandei sua irmã ir pegar algumas e ela me volta com umas 15 bonecas. Eu olho com um sorrisinho de: me fudi. Você começa a lembrar de quando me obrigava a brincar e eu era TODAS as bonecas, você e a Gigi eram só uma, eu fazia uma puta história e a gente brincava das 2 da tarde até as 11 e 30 da noite, e nunca conseguíamos terminar as histórias porque eu me empolgava com a imaginação, e você também. Sua irmã chorava quando eu ia embora porque queria brincar mais...Ao lembrar disso tudo me convenci mesmo a brincar, só que antes eu disse: Só com uma condição, pegue o rádio e coloca um CD aí, se não não tem graça. Você não pensou duas vezes e foi, pegou um qualquer e quando colocou, estava tocando tipo, Miley Cyrus e eu: que porra é essa Giulia? Você riu e disse que não queria procurar outro CD. Vinham músicas cada vez mais zuadas, Beyonce e coisas assim. Sinceramente? Eu me sinto um viadinho completo quando vou na sua casa, é tenso. No fim, não conseguimos brincar de porra nenhuma, eu fazia os bonecos comerem as barbies enquanto eu gemia e sua irmã me olhava com cara de paisagem, você ria alto e eu havia me esquecido, sua mãe estava DO LADO do quarto, só fui lembrar disso quando cheguei em casa, fu. Tudo que eu fazia você dava risada e eu desisti de brincar, então eu vejo no chão do quarto, aquelas bolas de praia, que tem aqueles plásticos bem finos e vagabundos sabe, só que eram grandes. Eu peguei as duas e joguei em você e na Gigi, no fim ficou as duas contra mim em uma guerrinha, rimos pra caralho por um bom tempo, até que, a bola da Gigi pega no braço de uma das barbies que estava na cama, ela estava com o braço levantado, a bola é tão vagabunda que estoura. A Gigi olha com aquela cara de choro e começa a gritar: MINHA BOOOOOOOOLA! Você e eu rimos mais ainda e eu digo: Tava demorando pra algo desse tipo acontecer né? Você só concorda com a cabeça enquanto ria, se senta do meu lado na cama e diz que quer vir aqui qualquer dia, queria ver a Gaya (minha cachorra), eu rio e concordo, digo que você pode vir quando quiser que eu vou te buscar na sua casa, como era antes. Depois disso ficamos um tempo sem falar nada, até que você me abraça do nada e diz: Eu senti sua falta. Me sinto culpado por ter te deixado esse tempo todo sozinha. Sei que eu sou seu amigo meio infantil, fazemos o que gostamos de verdade sem ligar pro que os outros acham disso, se nos faz bem, nós fazemos, e com isso rimos o dia todo. Você ficou abraçada comigo por um tempo até que eu levantei e pedi pra você ir pro quintal comigo, você não entende e vai, eu pego duas cadeiras, coloco lá, e ficamos encostados na parede olhando as estrelas. Você apontava quando via as 3 marias enquanto eu falava: ALI TEM OUTRAS, OLHA! Então você brinca: Não aponta que nasce verruga no dedo. Rimos por lembrar disso e eu dobro o dedo e continuo apontando, como eu fazia quando éramos crianças, você sorri e beija meu rosto. Meu celular toca, é minha mãe.
- Filho? Eu já to aqui fora te esperando.
- Já vou descer.
- Agradece aí, viu.
- Tá mãe.
Digo pra você que minha mãe chegou e você repete as palavras que eu tanto gostava de ouvir: MAS JÁ? Eu rio e beijo sua testa, ajudo a levar as cadeiras pra dentro de casa, falo tchau pra todos, inclusive pro seu pai sem graça e só agora que ele me olha com aquela cara de: Que porra é essa que tá com a minha filha. Vou embora rindo e vendo os tchauzinhos que você, Gigi e sua mãe mandavam pra mim. Saio do prédio, entro no carro e vou embora.
30.7.10
26.7.10
20.7.10
18.7.10
Rockstar
É uma vida boa, porém cansativa. Não que eu seja um e que eu saiba completamente o que seria isso, porque eu só estou começando, mas se é só o começo e as vezes é tão chato, imagina depois. Em todo lugar que você vai as pessoas te conhecem, isso é legal, só que elas vem falar com você pra pedirem fotos, nada mais do que interesse, e ultimamente eu vejo que é só isso que resta nas pessoas dessa sociedade. Fotografia tira um pedaço da alma porra.
Todos eles tem um segredo dentro de si. E acho que poucas pessoas conseguem desvendar aquilo que desperta tanto desejo em garotas. Acontece, que com isso, elas vão atrás e sofrem. Você precisa APRENDER a amar um Rock Star, não é amar qualquer um, até por quê Rock Stars nascem com isso, é destino, ninguém ensina como fazer rock. E assim com essa diferença, todos eles são diferentes em amar também, precisam de uma liberdade a mais, sabe ?
Concordo com ela.
17.7.10
Cuba
Vir de avião pro Brasil é para os fracos, se você for bom você vem mesmo é de CANOA. Abraço para o meu professor Marcel de Espanhol, salve amigo.
16.7.10
13.7.10
Só pra ver você sorrir pra mim.
Antigamente você não se preocupava com o que as pessoas pensavam de você, porque isso mudou? Eu fui seu melhor amigo desde o pré até a sétima série. Lembro que as melhores risadas de toda minha vida foram com você. Você sempre foi a melhor pra mim, e quando aqueles garotos te zuavam, eu te protegia só pra ver você sorrir pra mim. Eu ia todo sábado na sua casa pra ver você, pra ficarmos fazendo besteiras ou só vendo aqueles filmes da Disney que você gostava. Eu inventava histórias com as suas bonecas e você adorava ver o teatrinho que eu fazia com elas. Eu deixava você me maquiar e prender meu cabelo em chiquinhas, que tinham uns lacinhos rosa bem estranhos. Lembro quando você começou a dizer que gostava de um garoto da sua sala e ele não te dava bola, você me fazia perguntas do tipo: o que vocês meninos gostam em uma menina? E eu não sabia como responder. Não sei se você já percebeu, eu sou um pouco diferente dos outros garotos por aí. Quando nós tínhamos 7 anos, inundamos o banheiro da sua casa pra brincar de piscina, você jogou shampoo na minha cara e eu joguei o sabonete em você, brincamos por uma meia hora, quando sua mãe chegou ela quase matou nós dois, mas foi divertido. Quando eu comecei com a minha época de gostar de Naruto, eu só falava disso e você ouvia sem reclamar, porém com cara de cu. Decidimos então começar a brincar sobre isso, você sabia de toda a história porque eu te contava e levava os episódios gravados num CD pra você assistir o dia todo comigo, e você assistia. Ou quando eu falava de Rock, e você ouvia tudo e dava sua opinião sem criticar o meu gosto, e eu fazia o mesmo com você. Depois de um tempo eu me mudei e vim morar em Pirituba, ficou mais difícil pra te ver, mas eu continuava indo todo sábado. Sua mãe dizia sempre que estava com saudade, que eu era como se fosse um filho pra ela, e eu sempre respondia que ela era uma segunda mãe pra mim, e era mesmo. Eu fiz a minha primeira banda, fazíamos poucos show's por aí e eram sempre sábado, e eu deixei de ir atrás de você algumas vezes. Você mudou de escola e foi pra uma perto da sua casa e, sinceramente, foi a pior cagada que você fez. Sua escola tinha o "Dia do Amigo", você poderia chamar alguém de fora pra ir conhecer sua escola e você me chamou. Eu levei meu mp4 porque sabia que eu ia ficar mais viajando do que conversando, é sempre assim. Eu me surpreendi, a minha amiga de séculos não era mais a mesma pessoa. Você falava com um tom diferente, ria diferente, olhava diferente...suas conversas eram diferentes...você estava diferente. Eu pensei em ir embora, eu não queria ver você me tratando daquele jeito só pelo meu cabelo ser comprido e diferente dos garotos da sua sala. Você me deixou de lado a noite toda. Lembro que eu sentei em um banquinho que estava em baixo de uma árvore, eu fiquei vendo o dia escurecer e permaneci lá, ouvindo música e vendo você ser falsa daquele jeito. Aquilo me dava nojo, não acreditava que você tinha se tornado aquilo só pra chamar a atenção de um bando de patricinhas ricassas e tontas. Porque você não chama a atenção pela pessoa que você é? Eu fiquei me perguntando isso o tempo todo e fui falar com você, eu te fiz essa mesma pergunta e você me olhou por um tempo meio pasma com a pergunta, me respondeu que se não fosse assim não teria amigas na nova escola. Babe, me diga, você chama isso aí de amigas? Eu não te reconheço mais. Eu só lembro de ter dito isso e depois ter te dado as costas, fui pra fora da escola e esperei minha mãe pra me buscar e pensei pra mim mesmo que não iria mais em nada desse tipo, porque eu não iria estragar nossa amizade assim. Então, do nada, você fica diferente COMIGO TAMBÉM, me tratando estranho e sendo seca, parecia que me evitava. Eu fui no seu aniversário de 13 anos, e todas essas suas amiguinhas estavam lá, e eu havia levado meu mp4 mais uma vez. Eu fiquei a festa inteira sentado na sua cama tomando coca-cola, ouvindo música e vendo você rir com elas. Você não olhou nos meus olhos uma vez naquele dia. Depois dele, eu não precisei falar mais com você no msn ou no telefone perguntando se eu poderia ir na sua casa, eu realmente tinha entendido, que a minha menina não existia mais. No dia do seu aniversário eu fui embora mais cedo, quando fui te falar isso você me olhou e disse: Vai embora tão cedo porque? E eu respondi: Você não é mais a mesma, eu não vou ver você conversar com esse bando de falsa que você chama de amiga, eu vou embora e você não precisa me ligar mais nenhuma vez pra perguntar se eu quero vir te ver, porque a resposta vai ser não. Depois que eu terminei de dizer isso, seus pais me olharam com os olhos arregalados e seus tios também, mais com aquelas meninas que estavam do seu lado. Foi a última vez que nos falamos e já faz 3 anos. Sua mãe já tentou falar comigo, dizendo que esqueci de vocês, que eu devia aparecer por aí, que a sua irmã sente falta de mim e que você também, eu só digo que vou aparecer, mas a vontade é pouca, sei que se eu for, não vamos fazer nada além de ver TV, e isso, eu faço aqui em casa sozinho. O objetivo desse texto de merda é abrir seus olhos. O seu verdadeiro amigo é aquele que lembra de você mesmo depois de qualquer coisa e que, se você gritar pedindo ajuda, ele vai te socorrer onde quer que ele esteja, e esse tipo de amigos que você tem agora, não vão te socorrer e puxar sua mão para que você não caia, eles vão pisar nela para que você caia mais rápido. Se não me engano você só tinha um amigo por tanto tempo e era ele que te ouvia e que te amava de verdade, e agora que você não tem mais a ele...quem você tem?
13/07
É o Dia Mundial do Rock. Sinceramente? Pra mim não muda muito esse tipo de datas comemorativas, porque pra mim, todos os dias são dias de Rock N Roll.
11.7.10
Iguais?
Porque iguais? Ele briga por ciúmes com todo mundo...e eu também. Ele faz escândalo por pequenas coisas...e eu também. Ele é alto, e eu também. Seus olhos são azuis, e os meus também. A risada dele é diferente ou até fina quando ri muito alto, e a minha também. As unhas dos pés dele encravam fácil se cortar errado...e as minhas também. Ele tem muito cabelo, e eu também. O nariz dele é uma batata, e o meu também. O sorriso dele é bonito, e dizem que o meu também. Ele é ignorante, e eu também. Ele é engraçado, e eu também. Ele é carinhoso, e eu também. Ele gosta de Rock, e eu também. Ele toca violão, e eu também. Quando velhas tias me vêem depois de alguns meses, elas sempre dizem: Você parece irmão do seu pai. Ele tem traços húngaros, e eu também. Ele ama uma mulher, e eu também. Ele é corajoso, e eu também. Eu sou igual ao meu pai? Se sou tão igual assim, porque ele custa a entender o meu lado e meus motivos para certos atos?
- Acho que encontrei uma diferença entre nós dois, pai.
- Uma diferença?
- Eu te apoio nas suas decisões.
- Acho que encontrei uma diferença entre nós dois, pai.
- Uma diferença?
- Eu te apoio nas suas decisões.
5.7.10
Liberdade
Sabe quando você tem vontade de sumir e deixar tudo pra trás? Mas aí você pensa nas pessoas que você gosta, talvez elas ficassem mal, mas você diz pra si mesmo que você já é maduro o bastante pra poder fazer isso, tantos outros já fizeram e porque você não, se sabe que ninguém vai ligar? Então você pega só teu telefone e sai de casa de madrugada. Você não sabe pra onde ir, só quer ir esfriar a cabeça e melhorar suas idéias, que estão mais que confusas por sinal. Você passa o dia sem comer e sem dormir, com o telefone desligado, e ninguém sabe pra onde você foi. Você se senta perto de um rio em um parque qualquer, e só fica pensando em tudo o que te aconteceu e porque você não tinha feito isso antes, se soubesse que fazia tão bem assim. Então você decide ligar o telefone pra saber que horas são, e vê várias mensagens perguntando a onde você estava e pessoas te ligando a cada 3 segundos. Você deixa o telefone no chão, e ele não para de vibrar, isso te irrita e você deixa no silencioso e então continua olhando pra água e pro céu, e você se lembra de quando diziam que era dos seus olhos que as pessoas lembravam ao olhar para os dois. Você se pergunta se as pessoas estão realmente preocupadas com você e se você devia voltar, mas se voltasse seria muito ridículo e você prefere ficar ali. Começa a escurecer e você começa a andar novamente, passa por um bar e encontra um velho amigo seu, que pra variar estava bêbado. Ele te enche o saco pra você voltar pra casa mas você não quer, e ignora. Sai andando mas derrepente vê seu amigo cair no chão de tão bêbado que estava, você o segura e o leva para a casa dele, ele te pede e implora pra ficar lá, ele quer fazer você comer algo, porque sabe que você andou o dia inteiro, e não fez nada além disso. Você, mesmo sem fome e estranhando isso, fica lá e come aquela gororóba que ele faz e decide descansar um pouco, seu plano era ficar andando por aí por uma semana, mas de repente seu irmão te acha, e acaba com tudo. Você volta pra casa arrastado e seu pai te bate e te puxa os cabelos, gritando com você, perguntando porque você fez isso, enquanto sua mãe chora e grita pra ele não te bater, e ele ameaça que se você fizer algo parecido denovo sem avisar ninguém, ele mata você. Quando você volta pro computador, as pessoas te chamam de emo filho da puta, e perguntam se essa era a única forma que você tinha de chamar atenção de alguém. Depois essa mesma pessoa diz um EU TE AMO pra você. Depois reclama que nada volta a ser como era antes, mas, ela não tem o direito de reclamar, continuando assim, as coisas nunca vão ficar boas, só vão piorar. E quando eu acho que todo mundo vai me receber com "Poxa, você tá bem, que bom, pelo menos valeu a pena fazer isso?" Elas me recebem com gritos e dizendo que eu sou um idiota, que choraram, que acharam que eu morri. Só brigas, brigas, brigas por um e-mail enviado errado, só brigas. Dá pra vocês calarem a boca um pouco? Só um pouco, porra.
Vocês ainda tem alguma dúvida que eu tive motivos pra fazer isso? E eu faria denovo, não duvidem.
Vocês ainda tem alguma dúvida que eu tive motivos pra fazer isso? E eu faria denovo, não duvidem.
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